Notícias
Onde termina uma experiência digital apelativa e começa uma arquitetura concebida para tornar mais difícil ao utilizador desligar-se de uma plataforma?
Num artigo publicado no SAPO, Ana Beatriz Bravo, Associada da área de TMT da CCA Law Firm, parte do recente caso envolvendo a Meta nos Estados Unidos para analisar os desafios jurídicos associados à forma como as plataformas digitais são concebidas para captar e manter a atenção dos utilizadores, em particular crianças e adolescentes.
A análise aborda a relação entre design, personalização e autonomia individual, bem como a necessidade de distinguir transparência de controlo efetivo sobre as escolhas. Neste contexto, Ana Beatriz Bravo sublinha que “informação não é o mesmo que controlo”.
O artigo aborda ainda a resposta europeia a estes desafios, nomeadamente através do Regulamento dos Serviços Digitais (DSA), e coloca em discussão os limites que poderão ser impostos a práticas de design suscetíveis de condicionar as decisões dos utilizadores, sobretudo quando estão em causa menores.
Num contexto em que a tecnologia permite influenciar comportamentos com um grau crescente de precisão, a análise deixa uma questão central: até onde deverá ser permitido às plataformas utilizar essa capacidade?
- Ler na Íntegra
- SAPO